Roberto Szerman, Advogado

Roberto Szerman

Rio de Janeiro (RJ)
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Sobre mim

Advogado
Especialista em Direito do Consumidor e Responsabilidade Civil com extensão em Direito Médico pela EMERJ, Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro.

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Direito do Consumidor, 25%

É um ramo do direito que lida com conflitos de consumo e com a defesa dos direitos dos consumidor...

Direito Imobiliário, 25%

É o ramo do direito privado que trata e regulamenta vários aspectos da vida privada, tais quais o...

Direito Civil, 25%

É o principal ramo do direito privado. Trata-se do conjunto de normas (regras e princípios) que r...

Direito Médico, 25%

É o ramo do Direito que busca compreender a dimensão do direito fundamental à saúde e suas implic...

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Roberto Szerman, Advogado
Roberto Szerman
Comentário · há 12 anos
Prezado Articulista
Data maxima venia, sendo a França o berço moderno das liberdades individuais e dos direitos humanos através da Revolução Francesa, que culminou na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, que positiva que todos os homens nascem livres, que a finalidade de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem, sendo-os entre outros, a liberdade e a resistência a opressão, e a liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo: assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não t6em por limites senão aqueles que assegurem aos outros membros as sociedade o gozo dos mesmos direitos; e estes limites apenas podem ser determinados pela lei, extraído dos artigos 1º ao 4º da já referida Declaração.

Desta forma, temos os direitos fundamentais como o conjunto de direitos que, em determinado período histórico e em certa sociedade, são reputados essenciais para seus membros, e assim são tratados pela
Constituição, com o que se torna possíveis de serem exigidos e exercitados, singularmente e coletivamente.

Conclui-se que a Sociedade Francesa, tem total direito de definir o que é liberdade, como deverá ser exercitada e quais são os seus limites, independentemente de opiniões contrárias; incluído nessa liberdade encontra-se o direito de indignar-se ou não com qualquer fato ou acontecimento local, nacional ou mundial.

O direito à liberdade de expressão francês inclui o direito, e para alguns o dever, de poder fazer críticas ou charges sobre qualquer tema, sem imposição de limites, independentemente de alguns concordarem ou não com a forma e o conteúdo das mesmas, mas com a obrigação de respeita-las, respeitando o direito de livre opinião e expressão.

Se uma minoria de estrangeiros são convidados para viver na França ou em qualquer outra nação, deverão respeitar a cultura e as leis de sua nova nação e nunca quere impor seus costumes, que são estranhos aquele povo. Se houver uma radical discordância da cultura de sua nova pátria, deveram abdicar da sua nova cidadania e procurar outro país, ou retornar ao seu país de origem, onde seus costumes e legislação se adequem a seu modo de enxergar a vida.

A indignação francesa sobre os terríveis acontecimentos na Nigéria é a mesma que ocorreu em todas as nações do planeta, incluindo a brasileira, ou melhor, até superior a de muitas nações, porque que condenou o acontecido, o que várias nações não fizeram.

Em seu último parágrafo consta a sua afirmação de que por questão de segurança e inteligência deve-se abdicar de satirizar o que é sagrado para a fé islâmica, é um raciocínio extremamente equivocado, raciocínio este que nada tem de inteligente, e sim, tem consistência com o medo, o medo de defender a sua própria liberdade e seus princípios de usurpadores, liberdade e princípios que não foram conquistados por você, mas sim por outros, seus ancestrais, que não tiveram medo de lutar para conquistar esses direitos sagrados que você usufrui de forma graciosa, e não se importando em perdê-los.

Lembre-se todos das lições da história recente, em especial a de Neville Chamberlain, primeiro ministro inglês de 1937 a 1940, praticou uma política de não agressão em relação aos ditadores fascistas Mussolini e Hitler, em 1938 foi a Munique e negociou com Hitler a resolução da questão checoslovaca, sendo aclamado em seu regresso quando afirmou que este acordo trouxera a paz no nosso tempo,sendo obrigado a declarar guerra à Alemanha por esta ter infringido o referido pacto invadindo a Polônia.

“A liberdade nunca pode ser tomada por garantida. Cada geração tem de salvaguardá-la e ampliá-la. Os vossos pais e antepassados sacrificaram muito para que pudésseis ter liberdade sem sofrer o que eles sofreram. Usai este direito precioso para assegurar que as trevas do passado nunca voltem.” Nelson Mandela.
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